A entrega da medalha Professor Renato Pacheco e da Comenda Paulo Freire, na Assembleia Legislativa foi marcada por muita emoção. “Hoje estamos reconhecendo o valor desses profissionais tão importantes para nossa sociedade, como sabiamente relatou o filósofo Paulo Freire, ‘Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo’, com esse sentimento de alegria homenageamos a todos da área de educação”, disse o deputado Rodrigo Coelho, presidente da Comissão de Educação. O ato marcou a homenagem ao Dia do Professor, comemorado oficialmente em 15 de outubro.

Além dos professores, foram homenageados também os Superintendentes Regionais de Educação e o programa Escola Viva, com a entrega de medalhas a várias unidades que funcionam na Grande Vitória e no interior do Estado.

O deputado Rodrigo também ofereceu a medalha Renato Pacheco ao governador Paulo Hartung e ao secretário de Estado de Educação, Haroldo Rocha.

Quem foi Paulo Freire

Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação.

Quem foi Renato Pacheco

Renato José Costa Pacheco nasceu em Vitória, Espírito Santo, em 16 de dezembro de 1928 e faleceu na mesma cidade em 18 de março de 2004. Bacharel em Direito e em História, era mestre em Ciências pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e livre-docente da Universidade Federal do Espírito Santo.

Dedicou mais de 40 anos ao magistério e quase 20 à magistratura estadual. Como professor, foi catedrático de História Geral do Colégio Estadual do Espírito Santo, professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (depois Centro de Estudos Gerais) da Universidade Federal do Espírito Santo e diretor da Escola de Magistratura do Estado do Espírito Santo.

Como magistrado, foi juiz de direito em Conceição da Barra, Santa Leopoldina, Alegre, Guaçuí e outras comarcas. Na juventude, atuou como jornalista. Membro da Academia Espírito-Santense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, do qual foi presidente e presidente de honra, Renato Pacheco, era pesquisador associado do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo, do Programa de Mestrado em Letras da Ufes.